Conflito entre CBF e fabricante de fios: disputa por registro de marca em andamento. Conheça os detalhes!

No cenário competitivo da Copa do Mundo de 2026, a CBF encontrou um novo concorrente. Entretanto, não se trata do Haiti, que será o próximo desafio para a equipe liderada por Carlo Ancelotti. O novo rival é a Companhia Brasileira de Fiação, que possui os direitos sobre a sigla CBF há mais de 50 anos, conforme registrado no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

Ambas as organizações reivindicam direitos sobre a mesma sigla, mas operam em setores distintos. A Companhia Brasileira de Fiação está registrada desde 6 de março de 1959 na classe 23, voltada para fios e linhas utilizados em costura, bordado e tecelagem. Por outro lado, a CBF recebeu sua concessão em 21 de junho de 1983 na classe 41, que abrange marcas relacionadas à educação, entretenimento e atividades esportivas ou culturais.

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A disputa segue em aberto em todas as partes da tabela da Série B.Joilson Marconne/CBF
A Seleção Brasileira encara Coreia do Sul e Japão nesta Data FIFA de outubro.Rafael Ribeiro/CBF
A Seleção Brasileira não deve voltar a jogar em estádios nacionais antes da Copa do Mundo de 2026.Fernando Torres/CBF

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É importante destacar que não há ilegalidade nesse caso, pois ambas as companhias têm direitos legítimos à utilização da marca. Essa situação se deve ao fato de que suas classificações são diferentes. Segundo a legislação brasileira vigente, o registro de marca é restrito ao setor de atuação correspondente. Portanto, como as duas empresas operam em campos distintos, cada uma recebe sua concessão separadamente.

No entanto, existem exceções para essa regra. Marcas renomadas recebem uma proteção diferenciada nos registros. Isso significa que empresas reconhecidas gozam de exclusividade sobre suas nomenclaturas no INPI mesmo quando pertencem a classes específicas. O artigo 125 da Lei da Propriedade Industrial esclarece que “À marca registrada no Brasil considerada de alto renome será assegurada proteção especial, em todos os ramos de atividade”.

No Brasil, há mais de cem marcas com essa classificação privilegiada. Exemplos incluem grandes nomes como Google, Ferrari e Coca-Cola. Curiosamente, apesar das recentes decisões sobre propriedade intelectual gerarem discussões ao longo dos anos, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial afirma que a Confederação Brasileira de Futebol não faz parte dessa lista restrita. Contudo, existem entidades no futebol brasileiro que detêm tal prestígio, como é o caso do Flamengo.