A Polícia Civil de São Paulo, em ação conjunta com o Ministério Público, deflagrou nesta terça-feira (24) a Operação Interestadual Fim da Fábula voltada a desarticular uma organização suspeita de aplicar golpes digitais. As diligências envolveram cumprimento de mandados e bloqueios judiciais em diferentes estados do país.
De acordo com as autoridades, foram executados 173 mandados judiciais, sendo 120 de busca e apreensão e 53 de prisão temporária. As medidas ocorreram nos estados de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
As investigações apontam que os investigados utilizavam plataformas de apostas esportivas online e fintechs para movimentar valores provenientes das fraudes. As apurações também identificaram prática de clonagem de chaves Pix e operações de lavagem de dinheiro para ocultar os recursos obtidos ilegalmente.
Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas correntes — de pessoas físicas e jurídicas — apontadas durante a investigação.
Entre os nomes ligados à operação está João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original. A polícia tentou cumprir mandado de prisão contra o cantor de funk, mas ele não foi localizado até o momento.
Como funcionavam os golpes investigados
Os suspeitos são investigados por associação criminosa para a prática de fraude e estelionato digital, valendo-se de esquemas que já ganharam notoriedade no país.
No chamado golpe do “falso advogado”, criminosos obtêm dados de advogados legítimos e entram em contato com clientes dessas bancas, induzindo-os a realizar transferências via Pix para supostos desbloqueios de benefícios judiciais ou pagamento de custos de processos que não existem.
No golpe do INSS, os investigados ligam para as vítimas se passando por funcionários da previdência social e solicitam informações pessoais e bancárias com o objetivo de furtar recursos das contas das vítimas.
O esquema conhecido como “mão fantasma” envolve engenharia social: os criminosos enviam links que instalam softwares maliciosos nos celulares das vítimas. Com esses programas, os golpistas conseguem acesso remoto aos aparelhos e realizam fraudes financeiras.
As ações faziam parte da estratégia das autoridades para interromper a atuação do grupo e recuperar valores desviados, com cumprimento das medidas judiciais nas três unidades federativas citadas.
Com informações de Canaltech
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