Na noite de terça-feira (28), o pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, do partido Novo, fez declarações contundentes em entrevista ao programa Pingos Nos Is, da Jovem Pan. Zema caracterizou o Brasil como um país sob um “regime autoritário”, que limita a liberdade de expressão e tenta silenciar vozes opositoras, ressaltando que nenhuma ditadura é eterna.
O ex-governador de Minas Gerais também abordou suas críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou não ter receio de expressar suas opiniões e destacou que poucos candidatos se arriscam a adotar uma postura similar. Segundo ele, o fato de não estar atrelado a compromissos lhe confere liberdade para criticar a instituição, além de expressar otimismo quanto ao panorama político atual.
Zema acredita que as eleições de outubro trarão respostas “adequadas” e que figuras consideradas “intocáveis” perderão espaço para pessoas que ele descreve como “de bem”.
Zema e o STF
<pEm 1º de março, Zema publicou um vídeo satírico com bonecos fantoche representando os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. No vídeo, Toffoli liga para Gilmar solicitando a anulação de quebras de sigilo de sua empresa, uma medida aprovada pela CPI do Crime Organizado no Senado. Após essa divulgação, Gilmar Mendes protocolou uma representação junto ao ministro Alexandre de Moraes em 20 de abril, solicitando a investigação do pré-candidato devido à suspeita de crime relacionado à divulgação do material.
O ministro Alexandre de Moraes pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a possível inclusão de Zema em um inquérito, conforme os desdobramentos do caso mostram.
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