O jogador de defesa Victor Gabriel, que atua pelo Internacional, foi sancionado de maneira inédita na história do futebol nacional após ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Ele enfrentará uma suspensão de pelo menos seis partidas e não poderá entrar em campo até que Gabriel Pec, do Cruzeiro, se recupere da lesão causada no incidente ou que se passem até seis meses desde a contusão. Contudo, o aspecto mais inusitado do julgamento não se relacionou com a lesão em si, mas com um vídeo forjado apresentado pelos advogados do Internacional durante a defesa do jogador.
No momento dedicado aos argumentos de defesa, os representantes legais do Internacional recorreram a um áudio falso atribuído ao VAR da partida, que foi compartilhado nas redes sociais por um humorista, como justificativa para minimizar a gravidade da punição proposta.
Na gravação, o alegado árbitro do VAR sugere que seria sensato o juiz principal revisar o lance no monitor. No entanto, o suposto juiz responde que observou o atleta levantando as pernas e que não percebeu intensidade suficiente para justificar um cartão vermelho.
Victor Gabriel recebeu sanção do STJD após uso de áudio falso na defesa / Reprodução: TV Globo
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Mais tarde na gravação satírica, o árbitro é persuadido a mostrar um cartão vermelho, ação esta que contraria os procedimentos corretos relacionados ao uso da tecnologia. O árbitro deve sempre verificar o monitor antes de decidir pela aplicação de um cartão vermelho. Além disso, vale ressaltar que a CBF não liberou o áudio da revisão dessa jogada porque ele não foi revisado e o cartão vermelho foi mostrado sem qualquer intervenção da tecnologia de vídeo.
Durante as deliberações no tribunal, Aline Gonçalves, auditora do STJD e parte integrante da análise do caso, questionou a autenticidade do áudio apresentado. Ela indagou sobre a origem da gravação já que a CBF não havia disponibilizado esse som. O advogado do Internacional admitiu sua incapacidade de confirmar a origem e solicitou que essa gravação fosse ignorada durante os debates.
“Segundo informações recebidas sobre essa prova, é afirmado que se trata realmente do áudio do VAR. Porém, neste momento não posso fornecer uma fonte precisa. A não ser que eu pare agora mesmo para investigar a origem desses áudios. Portanto, peço que desconsidere este áudio como evidência para evitar qualquer prejuízo em seu julgamento”, afirmou ele.
