A senadora paraguaia Celeste Amarilla, que foi alvo de críticas por realizar comentários racistas dirigidos a Kylian Mbappé, voltou a mencionar o jogador francês. Em suas novas declarações, ela ameaçou processar o atleta e fez referência ao incidente envolvendo Ronaldinho Gaúcho, que foi detido no Paraguai em 2020. A controvérsia teve início após a partida entre Paraguai e França na fase de oitavas de final da Copa do Mundo.
Durante uma entrevista, Amarilla enviou um aviso ao atacante: “Eu recomendaria que ele tivesse cuidado com os paraguaios. Não se envolva com os paraguaios, Mbappé. Aqui já prendemos o Ronaldinho! E não me subestime, pois eu posso te processar. Contrate um advogado e eles vão confirmar que tenho chances contra você. Isso é sobre violência de gênero e política contra mulheres, algo muito sério! Isso, sim, é realmente grave”.
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No último sábado (5 de julho), a senadora fez comentários racistas direcionados a Mbappé após a eliminação do Paraguai na competição. O atacante francês, filho de pai camaronês e mãe argelina, foi alvo de ofensas que o compararam a um chimpanzé. Amarilla disse: “Esse bruto nem aprendeu a escrever. Ao invés de leite materno, mamou em cocos; os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés […] Um camaronês colonizado que finge ser francês e é arrogante”.
Em resposta às declarações da senadora, Mbappé a chamou de “desprezível” e destacou que ela não representa o povo paraguaio. Ele declarou: “Você é uma mulher desprezível e indigna de seu cargo. Você não reflete os valores do Paraguai, um país que sempre demonstrou paixão e honra em competições.” A Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou sua intenção de tomar medidas legais contra Amarilla.
Caso Ronaldinho:
Em 2020, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis Moreira foram detidos ao tentarem entrar no Paraguai com documentos falsificados. O ex-jogador do Barcelona ficou preso por 32 dias em uma penitenciária na capital Assunção antes de cumprir cinco meses em prisão domiciliar em um hotel. O caso foi encerrado em agosto daquele ano após um acordo firmado com o Ministério Público paraguaio, resultando na liberação dos irmãos.
